O Processo do Ser: Iluminação através do Tempo


Quando nascemos, a única consciência que temos é sobre como o lado automatizado do corpo funciona, a respiração e os batimentos cardíacos são dois exemplos de automação do corpo. No decorrer do tempo crescemos e nos desenvolvemos a ponto de adquirirmos mais entendimento sobre as coisas internas e externas, exemplo:
- o fogo é quente;
- a forma como movimentamos a boca para pronunciar uma palavra;
- a diferença entre respirar pelo nariz e pela boca;
- a cadência respiratória;
- o jeito que andamos, etc.
O tempo é o fator essencial para que tomemos consciência sobre nós, e quando nos colocamos no mundo para experienciar diferentes contextos na vida, nos tornamos mais resilientes, pois a nossa alma vai aprendendo a lidar com diferentes situações e contextos, ao mesmo tempo que tendemos a desenvolver níveis mais elevados de autoconhecimento, afinal, tal adaptabilidade requer sabedoria sobre como “dirigimos” o nosso corpo.
Nesse processo é comum o erro, pois antes de “entrarmos no campo prático”, existem diversas camadas internas do ser que ainda precisam de assimilação — de entendimento — e para que possamos iluminar estas camadas internas que por vezes chamamos de sombras, elas precisam ser externalizadas e assimiladas. Por vezes isso acontece através de gafes, ou até mesmo através daqueles momentos em que nós não sabemos lidar com algumas situações, e quando passamos por estas situações e refletimos em pensamento sobre as mesmas, assimilações podem ocorrer a ponto de entendermos como funcionamos com mais profundidade, consequenciando em performances mais eficientes no futuro.
Em meio a esta reflexão, utilizo a “parábola” de Atlantes para que o leitor possa refletir sobre esse processo intrínseco nele.
A Parábola de Atlantes
(versão alterada da versão de Platão)
A milhares de anos atrás no planeta terra, existiu um vasto império aclamado chamado Atlantes, ou conhecido também como Atlântida. A forma como este império era administrado e estruturado era referência para diversos arquitetos espalhados pelo mundo.
Este império era visitado por turistas do mundo inteiro, entretanto, o acesso às grandes cidades era limitado, principalmente a aclamada cidade central, que era protegida por muros gigantes de diamante e altíssima tecnologia de proteção contra invasores.
Apenas tinham acesso a Grande Cidade Central de Atlantes pessoas que já tinham suas consciências assimiladas totalmente, estes obtinham a posse de tecnologias transcendentais que nem todos tinham maturidade e consciência para adquirir.
Para que uma pessoa pudesse acessar a cidade central, era necessário que a mesma passasse pelas 7 cidades que a ladeavam, em sequência, pois ninguém chegava a quinta cidade sem antes ter passado antes pela primeira, segunda, terceira e pela quarta cidade.
Com o tempo, situações problemáticas como corrupção começaram a vir a tona, coisa que antes nunca havia existido por lá, e devido a isso, algumas pessoas começaram a “pular de cidades”, consequenciando em acessos indevidos a cidade central.
Foi no ápice dessa problemática que atlantes foi destruída, pois devido ao fato de pessoas despreparadas terem acessado a cidade central, a posse de tecnologias acabou parando em mãos indevidas, gerando um grande cataclisma que fez o império submergir.
Conclusão
Por meio da parábola de Atlantes, que é contada de diferentes formas, levanto uma reflexão sobre a importância da paciência diante do tempo e o processo das coisas.
Da mesma forma que as pessoas precisavam passar pelas 7 cidades em sequência para chegar na grande cidade central de atlantes, nós precisamos passar por processos que fazem com que entendamos camadas internas existentes nas nossas vidas para que consigamos alcançar o transcendental.
As 7 cidades de Atlantes fazem referência aos 7 chakras do nosso corpo. Não há como ter uma profunda compreensão do 5º Chakra Laríngeo (comunicação), sem compreender o chakra anterior — o 4 º Chakra Cardíaco (Coração).
Esse também é um processo de iluminação das sombras, ou, ressignificação de muitas coisas que antes, eram enxergadas pelo ser como tal. Um exemplo é a raiva, energia bioquímica esta que, se bem assimilada, pode ser utilizada para Foco.
Quando nos tornamos conscientes de nós mesmos, ganhamos o poder de enxergar o mundo exterior com mais clareza.
